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Pescadores recebem sexto lote do Seguro-Defeso nesta terça

© Fernando Frazão/Agência Brasil

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) realizará nesta terça-feira (24) o pagamento do sexto lote do seguro-defeso, um benefício crucial para milhares de famílias que dependem da pesca artesanal. O repasse, que totaliza R$ 179,7 milhões, alcançará 110.904 pescadores de diversas regiões do país, que se enquadram nos novos requisitos do programa e estão devidamente cadastrados. O seguro-defeso garante uma renda mensal de R$ 1.621 durante o período de paralisação da pesca, conhecido como defeso, fundamental para a preservação das espécies marinhas e fluviais. Esta iniciativa reforça o compromisso do governo em proteger os trabalhadores da pesca e garantir sua subsistência durante os meses de reprodução, quando a atividade é interrompida para assegurar a sustentabilidade dos recursos pesqueiros.

O que é o seguro-defeso e sua importância?

O seguro-defeso é um auxílio financeiro concedido a pescadores artesanais durante o período em que a pesca é temporariamente proibida para permitir a reprodução das espécies. Esse intervalo, que pode se estender por até cinco meses, é essencial para a manutenção dos ecossistemas aquáticos e para a garantia da sustentabilidade da atividade pesqueira a longo prazo. Durante o defeso, os pescadores ficam impedidos de exercer sua profissão, o que os priva de sua única fonte de renda. O benefício, no valor de R$ 1.621, busca suprir essa lacuna, assegurando que esses trabalhadores e suas famílias tenham condições mínimas de subsistência enquanto aguardam a reabertura da temporada de pesca. É uma medida protetiva que concilia a conservação ambiental com a segurança social dos pescadores.

Abrangência nacional e impacto regional

O programa abrange diversas regiões do Brasil onde a pesca é uma atividade econômica vital. Os estados contemplados no empenho do seguro-defeso incluem Bahia, Maranhão, Piauí, Pará e Amazonas, que concentram uma parte significativa da atividade pesqueira artesanal do país. Até o momento, o Ministério do Trabalho e Emprego já destinou um montante substancial de R$ 616,3 milhões para o pagamento do benefício, evidenciando a escala e a importância da iniciativa para o sustento de comunidades inteiras. O repasse do sexto lote, especificamente, beneficiará mais de 110 mil pescadores, reforçando a rede de proteção social em áreas que dependem fortemente dos recursos hídricos. A distribuição do benefício é estratégica para mitigar os impactos econômicos da interrupção da pesca.

Novas regras para maior transparência e justiça

Em novembro do ano passado, o programa seguro-defeso passou por significativas alterações em suas exigências e em sua gestão. As mudanças foram implementadas com o objetivo de aprimorar a fiscalização, diminuir os pagamentos indevidos e combater fraudes que, embora representassem uma parcela relativamente pequena do total, causavam um impacto negativo considerável na percepção e na sustentabilidade do benefício. O programa, que em seu auge chegou a cadastrar mais de 2 milhões de beneficiários, necessitava de uma reformulação para garantir que os recursos chegassem unicamente a quem realmente vive da pesca e se qualifica para o auxílio. Além disso, a gestão do seguro-defeso foi transferida do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para o Ministério do Trabalho e Emprego, visando uma administração mais eficiente e focada na categoria profissional dos pescadores.

Critérios de elegibilidade detalhados

Para ter direito ao seguro-defeso, os pescadores artesanais devem cumprir uma série de requisitos rigorosos. É fundamental que a pesca seja sua única fonte de renda, não permitindo que recebam qualquer outro benefício previdenciário contínuo. Além disso, é exigido que residam nos municípios abrangidos pelo período de defeso da espécie específica que exploram. A comprovação da atividade pesqueira é feita por meio do Relatório do Exercício da Atividade Pesqueira (REAP), e os pescadores precisam ter seu registro de pesca regularizado, além de inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, ressaltou o empenho da pasta: “O MTE tem trabalhado para garantir o pagamento de todos os pedidos de seguro-defeso que passaram por análise criteriosa, assegurando o direito de quem realmente vive da pesca.” Essa análise minuciosa visa aprimorar a distribuição do benefício, direcionando-o aos verdadeiros necessitados.

Panorama dos requerimentos e desafios de gestão

A gestão do seguro-defeso envolve um volume considerável de processos e análises. Em um período recente de análise, entre 1º de novembro e 14 de março, o programa recebeu um total de 1.198.473 requerimentos, demonstrando a vasta abrangência e a demanda pelo auxílio. Os estados com o maior número de solicitações refletem a intensidade da atividade pesqueira em suas regiões, com o Pará liderando com 351.502 requerimentos, seguido de perto pelo Maranhão (336.803). O Amazonas registrou 106.632 pedidos, a Bahia 81.765, e o Piauí 63.025. A magnitude desses números evidencia o desafio constante de processar, analisar e fiscalizar cada pedido de forma criteriosa para garantir a correta aplicação dos recursos e a efetividade do programa no combate à vulnerabilidade social dos pescadores durante o defeso. A contínua modernização dos sistemas e dos processos de análise é crucial para lidar com essa demanda crescente e assegurar a transparência e a justiça na distribuição dos benefícios.

Perguntas frequentes sobre o seguro-defeso

O que é o período de defeso?
É o tempo em que a pesca de determinadas espécies é proibida ou restrita, visando sua reprodução e a recuperação dos estoques pesqueiros. A duração varia de acordo com a espécie e a região.

Quais são os principais critérios de elegibilidade para o seguro-defeso?
Para ter direito, o pescador deve ter a pesca como única fonte de renda, não receber benefício previdenciário contínuo, residir em município abrangido pelo defeso, comprovar a atividade pesqueira por meio do REAP, ter registro de pesca regular e inscrição no CadÚnico.

Por que as regras do seguro-defeso foram alteradas?
As regras foram modificadas em novembro do ano anterior com o objetivo de reduzir pagamentos indevidos, combater fraudes e garantir que o benefício seja concedido apenas a pescadores que realmente se qualificam, otimizando a gestão do programa e sua sustentabilidade.

Para mais informações detalhadas sobre o seguro-defeso, incluindo o calendário de pagamentos e os requisitos completos, acesse o portal oficial do Ministério do Trabalho e Emprego.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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