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Lula: acordo com eua é possível, mas distante de encontro com trump

Raul Holderf Nascimento

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou otimismo em relação à possibilidade de um futuro acordo com os Estados Unidos, mas minimizou a expectativa de que tal entendimento seja selado durante seu encontro com o presidente Donald Trump, agendado para o domingo (26), em Kuala Lumpur, na Malásia.

Em declarações a jornalistas antes de deixar Jacarta, Indonésia, nesta sexta-feira (24), Lula enfatizou sua crença no potencial da reunião. “Se eu não acreditasse que é possível chegar a um acordo, eu não faria a reunião. Eu nunca participo de uma reunião se eu não acredito no sucesso dela. Só vou saber se vai ser sucesso ou não se eu participar”, afirmou.

Lula adiantou que, caso haja progresso, a formalização do acordo será conduzida posteriormente por canais diplomáticos e técnicos. Ele mencionou o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, como figuras-chave nas negociações com o governo americano.

“O acordo certamente não será feito amanhã ou depois de amanhã, quando eu me reunir com ele. O acordo será feito pelos negociadores”, declarou o presidente, expressando seu desejo por uma resolução mais rápida. “Eu queria que [o acordo] fosse ontem, mas se for amanhã já está bom. Quanto mais rápido, melhor.”

Segundo Lula, as conversas enfrentaram obstáculos, mas ganharam novo impulso após uma ligação telefônica de Trump para Brasília. “Acho que nós estamos caminhando”, avaliou.

O presidente brasileiro também pretende abordar com Trump o que considera um “equívoco nas taxações ao Brasil”, e solicitar esclarecimentos sobre “a punição que foi dada aos ministros brasileiros da Suprema Corte, que não tem nenhuma explicação, nenhum entendimento”.

Lula sinalizou que a pauta do encontro será ampla e irrestrita. “Não existe assunto proibido para um país do tamanho do Brasil conversar”, pontuou, sugerindo que temas como Gaza, Ucrânia, Rússia, Venezuela, minerais críticos e terras raras poderão ser abordados.

“Portanto, vai ser uma reunião livre em que a gente vai poder dizer o que quiser, como quiser, e vai ouvir o que quiser também”, acrescentou Lula. “Estou convencido de que essa reunião vai ser boa para ele e para o Brasil.”

Fonte: www.conexaopolitica.com.br

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