Brasil: Especialista desmistifica o uso de agrotóxicos com base em dados
Afirmações sobre o uso de agrotóxicos no Brasil são frequentemente permeadas por equívocos e desinformação. Um especialista, engenheiro agrônomo e professor da Unesp, se propôs a esclarecer dez mitos comuns, fundamentando suas explicações em dados e pesquisas.
Um dos mitos desconstruídos é a crença de que o Brasil é o país que mais utiliza agrotóxicos no mundo. O especialista argumenta que, embora o volume total possa ser alto devido à vasta área agricultável do país, quando se analisa a quantidade utilizada por hectare, o Brasil se encontra em uma posição intermediária em relação a outros grandes produtores agrícolas.
Outra falácia comum é a ideia de que todos os agrotóxicos são extremamente perigosos para a saúde humana e o meio ambiente. O especialista ressalta que existe uma variedade de produtos, cada um com um perfil toxicológico específico. Muitos dos produtos utilizados atualmente são de baixa toxicidade e se degradam rapidamente no ambiente, minimizando os riscos. Ele enfatiza a importância de seguir as instruções de uso e as boas práticas agrícolas para garantir a segurança.
A afirmação de que os alimentos produzidos no Brasil são excessivamente contaminados por agrotóxicos também é contestada. O especialista aponta que existem programas de monitoramento de resíduos de agrotóxicos em alimentos, conduzidos por órgãos governamentais, que demonstram que a grande maioria dos alimentos comercializados no país está dentro dos limites permitidos por lei. Ele reconhece que existem casos de irregularidades, mas que estes são a exceção e não a regra.
Além disso, o especialista aborda o mito de que a agricultura orgânica é a única forma de produção sustentável. Ele argumenta que a agricultura convencional, quando praticada de forma responsável e com o uso de tecnologias adequadas, também pode ser sustentável. Ele defende a necessidade de um debate mais amplo e menos ideológico sobre o tema, levando em consideração os diferentes contextos e necessidades de cada região.
Por fim, o especialista alerta para os riscos da disseminação de informações falsas e alarmistas sobre agrotóxicos, que podem gerar pânico na população e prejudicar a imagem do agronegócio brasileiro. Ele defende a importância de um diálogo aberto e transparente, baseado em dados científicos e informações precisas, para que as decisões sobre o uso de agrotóxicos sejam tomadas de forma consciente e responsável.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
