O ex-deputado federal Aldo Rebelo lançou duras críticas à política ambiental do governo Lula, acusando a gestão de submissão a organizações não governamentais (ONGs) com financiamento estrangeiro. A declaração, feita em um vídeo divulgado na última sexta-feira (7), coloca em xeque a condução do Ministério do Meio Ambiente e a atuação de sua titular, Marina Silva.
Rebelo, que possui uma longa trajetória na política nacional, incluindo passagens como ministro em diferentes pastas e presidência da Câmara dos Deputados, argumenta que o Ministério do Meio Ambiente estaria sendo instrumentalizado por ONGs para impedir o desenvolvimento econômico do Brasil. Segundo ele, essas entidades, alinhadas a interesses internacionais, agem contra a soberania nacional. “Há uma caixa preta dentro do Estado brasileiro, controlada e administrada por organizações não governamentais financiadas do exterior, a serviço de interesses internacionais, contra o Brasil”, afirmou.
A crítica surge em meio à realização da COP30 em Belém, no Pará, evento que reúne líderes globais para discutir questões climáticas. Rebelo alega que as ONGs infiltram representantes no Ministério do Meio Ambiente, que atuam internamente em defesa das agendas dessas organizações. Posteriormente, esses indivíduos retornam às ONGs, exercendo influência externa sobre a pasta. “Colocam seus elementos dentro do Ministério. Fazem o serviço das ONGs dentro do Ministério, depois eles saem do Ministério e voltam para as ONGs para controlar o Ministério de fora. Controlam de dentro e controlam de fora. O Brasil não pode aceitar essa situação. Isso é uma atividade criminosa contra os interesses nacionais, com cúmplices dentro do Estado brasileiro”, enfatizou.
O ex-ministro também questionou a postura do presidente Lula em relação à exploração de petróleo na Margem Equatorial, considerando a oposição de figuras-chave do Ibama e do Ministério do Meio Ambiente. “Lula não pode se apresentar como inocente. ‘Ah, eu sou a favor do petróleo da Margem Equatorial, mas o Ibama é contra’. Quem nomeia o presidente do Ibama? Quem é que nomeou a ministra Marina? O presidente Lula é quem nomeou. Então a responsabilidade também é dele. Não há nenhuma inocência nesse complô contra o Brasil”, disse.
Rebelo apontou um descompasso entre o discurso do governo e as ações concretas, caracterizando a situação como hipócrita. “Há um governo de direito que diz que é a favor do desenvolvimento. É hipocrisia. O governo de fato que está dentro do governo de direito bloqueia o desenvolvimento. Essa é a situação que precisa ser enfrentada e denunciada”, declarou.
O ex-deputado também denunciou a concentração de recursos financeiros nas mãos de ONGs, sem que haja resultados efetivos para a população da Amazônia. Ele citou o Fundo Amazônia como exemplo, alegando que bilhões de reais são controlados por essas entidades, enquanto a região apresenta os piores indicadores sociais do país.
Para ilustrar a crítica, Rebelo mencionou o município de Uiramutã, em Roraima, onde os índices de alfabetização e qualidade de vida da população indígena permanecem críticos. De acordo com dados do IBGE, a taxa de analfabetismo entre pessoas com mais de 15 anos em Uiramutã era de 38,0% em 2022, um aumento em relação a 2010.
Rebelo concluiu afirmando que a atuação das ONGs é incompatível com os interesses nacionais e impede o desenvolvimento do país.
Fonte: www.conexaopolitica.com.br
